Amigos, sou forçado por forças ocultas a postar aqui.
Fui escalado para difundir a proposta literária de Jade Muriel.
E nada mais eficaz do que fazê-lo com as próprias palavras da mesma.
"Cada um faz um texto, mini-conto, sobre a mesma situação e personagem, previamente determinados. Com o mesmo número de linhas e mesma estrutura. Assim, a gente cria um personagem, um problema e cada um desenvolve com o mesmo número de linhas a situação. Daí a gente vê a visão de cada um na mesma situação. Mas pra ficar justo tem que ser com o mesmo número de linhas. Daí temos que postar todos os textos no mesmo dia, pra ninguém ver o texto do outro. =D
Vamos animar o blog! Todo mundo é obrigado a participar ou eu corto a bebida e trago uma garota pra fazer sexo comigo na frente de vcs. Essa tentativa de explicar minha idéia ficou redundante, mas deu pra entender, certo?Obrigada pela atenção e eu espero avidamente que os senhores me apoiem!"
quarta-feira, 30 de julho de 2008
segunda-feira, 28 de julho de 2008
Uma questão de fé
A arte existe, estão guardados conceitos, discussões, confabulações, ímpetos, etc sobre ela dentro das paredes da academia, dentro de tratados, dentro de livros, pairando talvez em lugares distantes de teu coração, mas ela existe.
Entanto infelizmente também existem as confusões, os teóricos para provar e reprovar as coisas mais lógicas e ilógicas, mentiras entre as pessoas, grupos de ganância, letras e mais letras em jornais, em panfletos, em línguas beijantes se misturando com as melodias dos shows para compor as paredes de um labirinto onde reina a mediocridade e o comodismo, com humanos roedores seguindo o cheiro do queijo, eu não me rendo, mas tampouco posso te fazer acreditar na arte, pois é, antes de tudo, uma questão de fé.
Acreditar na arte não fará de ti uma pessoa melhor para a sociedade, não te responderá dúvidas, não te proporcionará a salvação, não te dará tranqüilidade ou paz de espírito, não te divertirá, não te colocará acima de leis, não te enriquecerá financeiramente, não te relacionará melhor com teus pais, não te ajudará a arrumar namorado(a), não te embelezará frente ao espelho. A arte não pica, não cozinha, não lava ou seca roupas, ao mesmo tempo não contém álcool, sangue, ácido lisérgico ou cânhamo, pois ela não serve para te chapar, ela não serve para deixar a casa brilhando, ela não serve para nada. Acredita-se na arte como se olha para as coisas eternas, tem-se fé no mistério das estrelas, na invocação simbólica oculta de seus brilhos; com o mesmo sentimento olha-se para um cânone em uma partitura e acredita-se no cânone literário. Queres saber o que é acreditar na arte? Imaginemos Alexander Scriabin compondo “O Mistério” nas montanhas do Himalaia antes de um inseto concretizar seu destino, falava ele que a obra terminaria com a mudança completa do mundo para um Grande Mundo. Que crédito é esse dado a composição?
Mas, oras, estou em um blog e falando diretamente com meu leitor! Foda-se a imparcialidade do afastamento do autor e vamos a um exemplo mais intimista: eu acredito na arte, posso não ser um excelente aluno de meus mestres e deixar a desejar em alguns quesitos, mas estou cá, as duas horas da manhã, pronto para dizer a ti isto, para ser odiado conforme tuas opiniões e para te incomodar com um texto como este, e esta não é sequer a menor de minhas loucuras pela arte.
Quanto a mediocridade, é preciso cuspir nela.
Com carinho e gratidão pela leitura,
Marra Signoreli
Entanto infelizmente também existem as confusões, os teóricos para provar e reprovar as coisas mais lógicas e ilógicas, mentiras entre as pessoas, grupos de ganância, letras e mais letras em jornais, em panfletos, em línguas beijantes se misturando com as melodias dos shows para compor as paredes de um labirinto onde reina a mediocridade e o comodismo, com humanos roedores seguindo o cheiro do queijo, eu não me rendo, mas tampouco posso te fazer acreditar na arte, pois é, antes de tudo, uma questão de fé.
Acreditar na arte não fará de ti uma pessoa melhor para a sociedade, não te responderá dúvidas, não te proporcionará a salvação, não te dará tranqüilidade ou paz de espírito, não te divertirá, não te colocará acima de leis, não te enriquecerá financeiramente, não te relacionará melhor com teus pais, não te ajudará a arrumar namorado(a), não te embelezará frente ao espelho. A arte não pica, não cozinha, não lava ou seca roupas, ao mesmo tempo não contém álcool, sangue, ácido lisérgico ou cânhamo, pois ela não serve para te chapar, ela não serve para deixar a casa brilhando, ela não serve para nada. Acredita-se na arte como se olha para as coisas eternas, tem-se fé no mistério das estrelas, na invocação simbólica oculta de seus brilhos; com o mesmo sentimento olha-se para um cânone em uma partitura e acredita-se no cânone literário. Queres saber o que é acreditar na arte? Imaginemos Alexander Scriabin compondo “O Mistério” nas montanhas do Himalaia antes de um inseto concretizar seu destino, falava ele que a obra terminaria com a mudança completa do mundo para um Grande Mundo. Que crédito é esse dado a composição?
Mas, oras, estou em um blog e falando diretamente com meu leitor! Foda-se a imparcialidade do afastamento do autor e vamos a um exemplo mais intimista: eu acredito na arte, posso não ser um excelente aluno de meus mestres e deixar a desejar em alguns quesitos, mas estou cá, as duas horas da manhã, pronto para dizer a ti isto, para ser odiado conforme tuas opiniões e para te incomodar com um texto como este, e esta não é sequer a menor de minhas loucuras pela arte.
Quanto a mediocridade, é preciso cuspir nela.
Com carinho e gratidão pela leitura,
Marra Signoreli
Comentário evoluído sobre o texto do priminho
Sabe, um dia eu resolvi fazer vestibular. Acordei, olhei pro teto, pensei meus pensamentos diários do tipo "que merda" e decidi fazer a prova. Ênfase no processo de decisão, já que eu faltei a segunda fase de um dos vestibulares e agora que me sinto completamente não-prejudicada posso dizê-lo sem pesar. Li o tal tema da redação e fiquei, literalmente, duas horas pensando no que escrever. Escrevi no rascunho e em todos os espaços brancos das outras matérias um monte de frases soltas, pra ver se saía algo que pudesse me garantir uma vaga na universidade. Durante muito, muito tempo fiquei com o rosto escorado no braço, sem qualquer idéia satisfatória. Quando as duas horas se passaram, o fiscal (com quem eu tinha batido um papinho básico antes de entrar) me perguntou "você não vai fazer a prova?". Comecei a escrever. Criei coragem e comecei a escrever diretamente na folha definitiva, sem olhar pros meus rascunhos ridículos sem nexo. Escrevi, escrevi e quando vi as linhas estavam acabando e a história não tinha nexo também. Olhei a opção marcada: conto fantástico. Daí, botei um final também sem lógica e quando fui ler percebi que um possível leitor poderia interpretar que o meu conto foi tão bem escrito que deveria ser analisado pra ser compreendido, ou ele poderia pensar que eu sou uma retardada. No final, tirei 34. Valia 40. Fiquei louquissimamente satisfeitíssima com a minha nota.
Eu comecei a escrever isso como comentário no texto do toscano, portanto é imperativo que leiam o texto dele, já que estou postando isso rápido demais e não tem lógica nenhuma.
Pois é, primo, às vezes a gente diz muita coisa pensando que não disse nada. Ou não dizemos porra nenhuma mesmo e fazemos os outros pensarem que na verdade dissemos nas entrelinhas. Ou, em outros casos, a gente escreve um monte de merda de onde não se tira nada, e só a gente mesmo pensa que disse alguma coisa, porque somos realmente retardados.
É.
Eu comecei a escrever isso como comentário no texto do toscano, portanto é imperativo que leiam o texto dele, já que estou postando isso rápido demais e não tem lógica nenhuma.
Pois é, primo, às vezes a gente diz muita coisa pensando que não disse nada. Ou não dizemos porra nenhuma mesmo e fazemos os outros pensarem que na verdade dissemos nas entrelinhas. Ou, em outros casos, a gente escreve um monte de merda de onde não se tira nada, e só a gente mesmo pensa que disse alguma coisa, porque somos realmente retardados.
É.
domingo, 27 de julho de 2008
O Dilema da Escova de Dentes
estranho como as vezes nos contentamos com coisas simples. não, não, não estou falando de conformismo, talvez em outra ocasião? mas estou falando da minha escova de dentes. é aqui que você se pergunta "WTF?", calma, calma, eu explico: eu sempre usei escovas boas, não aquelas modernosas que giravam e vibravam, mas sempre usei umas boas, tipo aquela com negócio de limpar lingua e tals. de alguns anos pra cá eu comecei a comprar escovas "médias", aquela mais dura que o normal, porque assim eu sentia meus dentes mais limpos. acho que era mais psicológico até, porque todos me diziam para não usá-la porque machuca minha gengiva, mas eu continuei com elas. porém com o tempo eu comecei a cobrar mais e mais delas, fazendo elas durarem cada vez menos. há pouco tempo coloquei aparelho em meus dentes (de novo, não me perguntem por quê), e assim vi minha escova média ir embora em um mês. ok, aquilo era o auge, não podia mais conviver com isso. consegui enrolar ela ainda durante algumas semanas, até que, por acidente ou destino, a mesma caiu na privada. aqui eu abro um parênteses, metafórico, não de verdade, para salientar o que sinto quando minha escova cai na privada, você se sente totalmente sem poder, a única coisa que você tem a fazer é assisti-la cair. fecha parênteses. como eu me encontrava em uma cidade praiana, fui a farmácia mais próxima para comprar uma escova nova. chegando lá e vendo que não tinha nenhuma das escovas que eu costumava usar, resolvi radicalizar e comprei a mais barata que tinha. Média na dureza e curta no tamanho do cabo e rosa. ROSA. chegando em casa, fui alvo de chacota, me ofereceram pra voltar lá e trocar, comprar outra, mas eu não podia abandonar ela assim sem ao menos testá-la. E lá fui eu escovar meus dentes. foi ótimo. era tudo que eu precisava, supria minhas necessidades físicas e psicologicas. estava limpo e me sentia limpo. e me mantive com ela até... ontem. esqueci ela na casa da minha namorada. como não a vi hoje, fui obrigado a comprar outra. não achei igual. comprei outra vagabunda na esperança de ter a mesma sensação. ainda não tive coragem de testá-la. vou testá-la antes de dormir. ou não vou dormir para não ter que testá-la. eu nunca conseguiria dormir sem escovar meus dentes. esse é meu dilema: trair minha escova que tanto me agrada ou não dormir pra sempre (ou até que ela volte)?. quem diria que tão pouco me prenderia tanto...
esse texto tem uma interpretação filosófica para sua vida, juro. por mais que ela só exista na minha cabeça, pois não consegui expô-la. se esforcem mais do que eu para achá-la. no mais, é bom voltar a escrever.
Toscano, o da Higiene Bucal.
esse texto tem uma interpretação filosófica para sua vida, juro. por mais que ela só exista na minha cabeça, pois não consegui expô-la. se esforcem mais do que eu para achá-la. no mais, é bom voltar a escrever.
Toscano, o da Higiene Bucal.
terça-feira, 27 de maio de 2008
Pois é...
Eu estava aqui ouvindo Pierrot Lunaire, do Schöenberg... ouvindo aquelas fugas e cânones tocados ao contrário em meio a sangue, missa onde a pessoa se serve como hóstia, violações de túmulos, olhos de esmeraldas, tudo traduzido do francês para o alemão (e depois para as notas musicais) me veio uma nostalgia, aquela girisa que vem no fígado quando você sente saudade, e... meus amigos, eu estou lunático de saudade da Delirium Tremens.
Eu amo vocês!
Eu amo vocês!
sábado, 2 de fevereiro de 2008
Alvo sonhífero
A Marra Signoreli
Parabéns, você está feio.
E as nuvens, as estrelas, os céus arranhado pelos prédios,
E as moças a entreolharem nos vazios, nada mais importa
Nada, você está feio.
Um córrego passando pelos esgotos lhe compõe entre a felicidade,
Toda a felicidade só pode ser felicidade por não ser eterna,
E nada mais além de um córrego passando pelas mãos das pessoas
E a felicidade da cidade,
Mas onde está agora que nada disso lhe é completo?
A mesma escuridão de um quarto onde fico, lhe observo com inúteis lamúrias,
Em cada lágrima a luz, a lúcula luzida dos lábios da lágrima, e tudo vai como um córrego
E tudo passa com a mesma sombra de pássaro compondo a existência incompleta das coisas...
Cortou o cabelo,
Não fica bonito de cabelo cortado...
Toda a vida como um milagre surgindo através do nada além de inúmeras janelas de casas inúmeras e você não fica bonito de cabelo cortado...
Milhares de obras sendo compostas nesta capital obscura e você não fica bonito de cabelo cortado...
Para ficar bonito de cabelo cortado você precisa mais que mudar o rosto,
É preciso antes ser de metal,
Abandonar a condição humana dizendo que você não fica bonito de cabelo cortado,
Até estar longe de você a angústia, o amor, o ódio, o nome, o vazio, a escuridão e a luz, o metafísico e o imaginário além dos fios de cabelo cortado...
Mas é impossível estar longe você de tudo isso, pois então não seria você,
Poderia cortar o cabelo, queimar o rosto, arrancar o coração, quebrar as pernas, parar os olhos e cegar os pelos do nariz que você é.
E está apaixonado, angustiado, com medo, com ódio, com fome, com sede, com febre, como sempre esteve, mas agora você está feio e de cabelo cortado...
Quem é você quando anda na rua enfrentando o olhar feliz das sombras do nada?
É, pois nada existe atrás de você,
Só começando a existir a partir de seus olhos o que está atrás de você lhe olha,
Mas não é nada,
Quando o nada passa lentamente com seu som automotivo em seus ouvidos, você ouve as sombras do nada e está feio...
A típica tortura das tartarugas: lembrar lentamente da feiúra dos cascos...
A adolescência...
Um fiasco como adolescente andando a procura de uma floricultura,
Problemático, vai andando sozinho a conversar com os seres inexistentes para os que dizem existir...
(A problemática da existência é presente quando se vai em busca de flores)
Nunca este fiasco teve tamanha diversão em toda a sua vida,
Compra uma rosa, quem iria querer receber esta rosa?
Mal sabe que a rosa comprada se perdeu nos ponteiros de um relógio de pêndulo e lá ficou
Fluindo nos fantasmas de festim em cada segundo, flor física do deixado...
Não, não há pessoa na rua que queira receber esta rosa...
Nem pessoa conhecida, na agenda, e poderia procurar
Jogar a rosa num lago eletrônico e por fios e ondas e satélites ser transmitida a rosa por entre computadores modernos
E a rosa nunca sairá do velho relógio de pêndulo...
Mas ainda é jovem, tem tempo,
Tem tempo para aceitar as coisas e deixar os sonhos para o plausível,
Tem tempo para deixar de se apaixonar e deixar de comprar rosas
E deixar os vícios para dar margem a vícios mais sofisticados,
O cabelo vai crescer, tem tempo para desistir disso ou não se importar mais com isso...
Tem tempo para quando o tempo acabar ser o idoso infante de uma antiga pavana
Enquanto todos sãos os defuntos vivos desta mesma pavana citada...
Ou talvez seja sempre o fiasco de um adolescente que está feio e de cabelo cortado,
E que compra rosas e é torturado pelo nada
E as vozes da imaginação sempre cantem em coro no córrego de suas ondas nervosas
Acabando nos fios e ondas de satélite
E nos olhos da fome ficar flutuando em sede, com ódio e apaixonado
Naquele relógio de pêndulo achar a rosa comprada e perdida antes
Que fique hipnotizado pelos pés harmônicos da existência...
Pássaro de Argila
quarta-feira, 30 de janeiro de 2008
Comentário Catedrático
Eu, às vezes (como sempre, às vezes), não acredito que as coisas mudem, num sentido figurativo, apesar de acreditar naquele eterno devir e tal, mas as coisas não mudam sob um ponto de vista geral delas.
O que quero dizer, é que na verdade temos a impressão de que algo muda, como um todo, mas isso é uma ilusão (sim, sim é). O que realmente está em constante mudança são as partículas infinitesimalmente (meu deus, isso exite?) pequenas ( acho que isso também se aplica a coisas abstratas, como a existência). Como cada uma dessas partículas muda de forma independente da outra temos uma imagem geral, mas que na verdade em si é estática.
Uma televisão a cores, sendo vista de perto.
Atenciouzlyy,
Flvio Putz Nada A Ver
post.s:Perdoa aí se você achou isso completamente absurdo ou completamente óbvio ou completamente estúpido
post.s2: Perdoa também eu ter escolhido um assunto desses e falado desse jeito
post.s3:Perdoa também a morte da bezerra
p.s: I love you auhauhauha
O que quero dizer, é que na verdade temos a impressão de que algo muda, como um todo, mas isso é uma ilusão (sim, sim é). O que realmente está em constante mudança são as partículas infinitesimalmente (meu deus, isso exite?) pequenas ( acho que isso também se aplica a coisas abstratas, como a existência). Como cada uma dessas partículas muda de forma independente da outra temos uma imagem geral, mas que na verdade em si é estática.
Uma televisão a cores, sendo vista de perto.
Atenciouzlyy,
Flvio Putz Nada A Ver
post.s:Perdoa aí se você achou isso completamente absurdo ou completamente óbvio ou completamente estúpido
post.s2: Perdoa também eu ter escolhido um assunto desses e falado desse jeito
post.s3:Perdoa também a morte da bezerra
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